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Como usar a escrita para escalar seu conhecimento

Compartilhar o que você aprendeu e, especialmente, o que você já aplicou e funcionou, é uma forma fantástica de ajudar outras pessoas, posicionar-se na sua área de atuação e uma maneira muito eficiente de aprender. Quando gera um conteúdo para esse objetivo, você revisa, revisita e, às vezes, até ressignifica o que você sabe (ou acha que sabe). Seja porque foi preciso atualizar uma informação, checar um dado, observar outras fontes ou simplesmente porque foi necessário pensar: “O que as pessoas precisam saber sobre isso?” ou “Qual a forma mais simples de falar sobre isso?” Por isso, eu trouxe aqui algumas coisas que podem ajudar você a escrever mais e a se comunicar melhor por meio da escrita, fazendo o seu conhecimento ganhar uma escala que não teria de outra forma.

Além de falar sobre o que escrever, neste artigo, vamos conversar rapidamente sobre algumas formas de decidir sobre o que escrever e como escrever. Porém, antes de entrar nas dicas de escrita em si, temos que lembrar da importância da escrita no nosso dia a dia e na nossa história como humanidade: escrita é registro, negócio, conexão. Vou explicar melhor:

A escrita registra

Na verdade, ela nasceu para isso: facilitar funções administrativas que envolviam cálculos. Havia a necessidade de registrar números e guardar outras informações junto com eles.

As primeiras palavras escritas começaram a surgir há cerca de 5 mil anos, na Mesopotâmia (região do atual Iraque), onde os sumérios começaram a registrar os insumos que havia em seus galpões (ou similares da época) e o pagamento de empregados. Era preciso fazer isso para não depender somente da fala e da memória das pessoas.

Vindo para os dias atuais, sabemos que essa função de registro é extremamente importante nas relações do indivíduo na sociedade, por meio de documentos, incluindo e-mails. Os conteúdos on-line estão mais abundantes de forma escrita — ainda a maneira mais simples e barata de processar informações. Isso sem falar dos livros, um formato com preço acessível (em relação a outras mídias) de levar uma história, ficcional ou não, para mais pessoas.


A escrita revela

Sua escrita pode revelar o seu interesse em aprender coisas novas e em estudar. É natural que alguém que estude e leia mais escreva melhor. No entanto, isso não quer dizer que alguém que lê muito vá, necessariamente, escrever bem. É preciso treino.

A escrita também revela sentimento. Quando você se expressa pelas palavras, seus sentimentos são expostos ao destinatário daquela mensagem e a quem mais for tocado pelo que está escrito.

A escrita faz negócio

Muitas vezes, seus clientes, parceiros, fornecedores e até mesmo colegas de trabalho (que podem estar fisicamente em outra cidade, por exemplo) só conhecem você pelo que você escreve. A escrita vira praticamente seu único ponto de contato com algumas pessoas.

Profissionais e empresas de todos os portes, de todos os setores, de todos os países usam a escrita para fortalecer suas carreiras e seus negócios, seja apresentando ou vendendo produtos, serviços ou aumentando sua reputação na área em que atua. Assim, a escrita representa você onde você não pode estar.

E, falando especificamente de textos no LinkedIn, no Medium ou no Instagram, mesmo sem um trabalho ativo de inbound marketing, mesmo que você apenas publique nessas plataformas, seu conteúdo ganha escala: chega a pessoas em um número que não chegaria se dependesse somente do seu contato pessoal, além de ter uma ambrangência geográfica que só a internet e a conectividade das redes sociais pode oferecer.

Não importa a mídia, a escrita ainda é a maneira mais simples e barata de escalar suas ideias.


Descobrindo sobre o que escrever

Agora que falamos um pouco da presença e da importância e da presença escrita entre nós, vamos começar a falar sobre como escalar suas ideias escrevendo. Na lista abaixo, eu começo a desdobrar um pouco um artigo curtinho que fiz sobre este assunto. Tenho algumas sugestões com perguntas e observações que podem ajudar você a encontrar os conteúdos a serem desenvolvidos:

Descubra seus conteúdos

  • Como você e sua empresa podem ajudar as pessoas?
  • Por que o que você quer contar é importante?
  • Quais são suas paixões, seus incômodos, seus posicionamentos?
  • O que você aprendeu que pode ser passado para frente?
  • Sobre o que as pessoas mais lhe demandam (dúvidas, orientações, dinheiro, serviços, etc.)?

Algumas dicas adicionais:

  • Prefira assuntos que resolvam os problemas/dores das pessoas ou as façam economizar ou as deixem mais motivadas, inspiradas e sabidas;
  • Se tiver uma ideia, responda por que alguém deveria ler o que você quer escrever e por que você quer escrever isso.

Com essas matérias-primas, o conteúdo sobre o qual você vai escrever pode estar nas interseções entre elas e o seu público. Por exemplo: o que meu público quer saber sobre meu negócio ou sobre minha área de atuação? O que as pessoas sempre me perguntam ou com que informações eu sempre ajudo as pessoas?


Entenda as pessoas com quem você quer “conversar”

Não vou entrar em detalhes sobre personas ou técnicas de SEO para o Google, porque este texto é para começar a escrever sobre o que você sabe — ainda não é a hora de se preocupar em correr atrás de rankeamento. O mais importante é tirar o conhecimento da sua cabeça. Depois de investigar os seus conteúdos, a busca é pelo entendimento do que seu público precisa e/ou quer.

  • Quais são as dores, os incômodos delas?
  • O que essas pessoas mais lhe perguntam ou pedem?
  • O que elas estão buscando com outras pessoas ou empresas?
  • Sobre o que elas costumam conversar?
  • Sobre o que elas costumam ler?

Minha sugestão é que seus temas sejam a conexão entre o que você oferece e o que seu público quer, busca ou precisa. É claro que você é livre para escrever sobre o que mais gostar e fizer mais sentido para você, mas reforço a questão de observar o público porque este artigo é voltado para quem quer se comunicar melhor com um ou mais leitores específicos.

Há, ainda, outro questionamento fundamental que deve ser feito a cada texto: qual o objetivo dele? Sem saber essa resposta, provavelmente você vai estar desperdiçando o seu tempo e o do seu leitor — se conseguir que ele o leia. Outra pergunta que pode ajudar é: o que eu quero que essas pessoas façam ou como quero que elas se sintam ao terminar de ler meu conteúdo?

Como escrever

Escolhido o assunto sobre o qual você vai escrever, é hora de começar a… rascunhar. O rascunho é seu amigo. Não se preocupe, ele não vai contar nada para ninguém. Além disso, ele pode ser fundamental para organizar as ideias e depois desenvolver só o que realmente faz sentido.

Menos julgamento, mais texto

O rascunho também vai lhe ajudar a se julgar menos e a escrever mais. Em tempos de autopublicação — algo que apóio e agradeço “à internet” por existir -, muita gente acha que um bom texto vai sair assim que você começar a digitar. Não se engane: os melhores artigos, reportagens, livros e quaisquer outros textos bem feitos passaram por edições (cortes, reestruturação, inclusão de informações) e revisões por terceiros. Como disse William Zinsser em seu livro Como escrever bem, “reescrever é a essência da escrita”. Por isso, comece seus rascunhos sem pretensão de ter um texto final na primeira tentativa.

Outro problema que o rascunho ajuda muito a resolver é aquela “trava” na hora de fazer o texto. Não se engane, é raríssimo sentar e fazer um texto final, prontinho, da primeira vez. Aliás, é supercomum pensar: “Poxa, já tenho o conteúdo todo na minha cabeça, mas eu travo”.

Uma das dicas para driblar isso é rascunhar tópicos com pontos indispensáveis. Pense sobre o que não pode deixar de ter no seu texto. Depois, você desenvolve cada tópico e vai reorganizando o resultado até chegar numa estrutura básica. No passo a passo abaixo, você vai ver um processo simples, uma sugestão minha, que vai ajudar a organizar as ideias. Ele vale não só para textos mais longos como para posts de redes sociais (é só trocar “parágrafo” por “frase”).


Faça o esqueleto do texto via rascunho

  • Faça um rascunho com a ideia central e os pontos que não podem faltar;
  • Depois de anotados os pontos, dê uma ordem de prioridade a eles;
  • Dada a ordem de prioridade, exclua os que podem ficar para outro texto ou outro momento;
  • Desenvolva os tópicos, depois transforme essas palavras meio desordenadas em parágrafos e, depois, vá ajeitando a ordem dos parágrafos;
  • Só agora você começa a se preocupar com a versão final do texto.

Então, o principal recado aqui é: menos julgamento, mais texto. Em breve, vou fazer um artigo sobre o método MACJ, da professora Betty Sue Flowers, uma metáfora maravilhosa para facilitar o proceso de escrita. Por ora, vamos seguir com as sugestões. Abaixo, algumas dicas para quando você entrar na fase final.


Para desenvolver o texto

Um bom começo pode ser uma frase de impacto ou contar uma história. No livro Roteiro de redação — lendo e argumentando, você pode encontrar 18 maneiras. Fiz uma pequena adaptação e ajustes no texto para a lista abaixo:

1 — Uma declaração “‘É um grave erro o corte de gastos (…)’, disse o ministro.”
2 — Uma definição “O mito, entre os povos primitivos, é uma forma de se situar no mundo (…)” 3 — Divisão/oposição a) “Predominam ainda no Brasil duas convicções (…) sobre exclusão social: a de que deve ser enfrentada apenas pelo poder público e a (…)” b) “De um lado, professores mal pagos. De outro (…)”
4 — Alusão histórica “Após a queda do muro do Berlim, (…)”
5 — Uma pergunta “Será que é com novos impostos que a saúde do Brasil melhora? (…)”
6 — Comparação “O tema da reforma agrária (…). Numa comparação com o movimento abolicionista (…)”
7 — Provérbio “‘Água mole em pedra dura tanto bate até que fura’, mais do que um ditado extremamente popular, é um clichê (…)”
8 — Imagem/filme/obra a) “Um anúncio na Revista Olhe publicado esta semana mostra duas mulheres conversando, enquanto um homem observa (…)” b) “Quem viu Pantera Negra certamente percebeu a introdução de elementos africanos (…)”
9 — Sequência de frases nominais “Desabamento em shopping. Morte de idosos. Aviões sequestrados. Crimes aparentemente desconectados que (…)”
10 — Modo literário/cinematográfico “Madrugada de 11 de agosto. Estava tudo tranquilo no bairro paulistano de classe média Moema quando um grito cortou a noite a seco (…)”

Por fim, para ter o texto final, você precisa ter atenção a basicamente três pontos: coerência; gramática e ortografia; e tamanho.

A coerência garante que suas ideias estão fazendo sentido ao longo do texto. Quando desenvolver o material, tenha certeza de que há lógica na mensagem que você quer passar.

Quanto ao tamanho, não tenha dúvida: dê ao texto o tamanho que ele merece. Considere tudo o que conversamos aqui e pense: eu disse o que precisava da forma mais simples? Então, minha sugestão é deixar no tamanho que está. Talvez eu fale mais sobre isso depois.

Na gramática e na ortografia, é preciso observar a escrita das palavras e sua função no texto. Cheque a escrita das palavras, o plural das coisas e a pontuação. No caso da pontuação, se você puder investir em reduzir as vírgulas e aumentar os pontos finais, seu texto vai melhorar significativamente. Para todo o resto, peça ajuda aos dicionários on-line (veja links logo abaixo) e ao Google.


Não fique na dúvida

Confira como se escrevem as palavras no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras (ABL) e nos dicionários. Veja nos links abaixo:

Procure por sinônimos com a ajuda deste site: www.sinonimos.com.br. E verifique como os verbos são conjugados com a ajuda deste site: www.conjuga-me.net.


Pronto? Não!

Antes de postar nas redes sociais, em um blog, no LinkedIn, ou de enviar um release para um jornalista, blogueiro ou evento, revise. Releia seu material sozinho e, preferencialmente, conte também com ajuda de outra pessoa.

Tente deixar a frustração de lado, caso perceba erros. É muito comum nos envolvermos tanto com o texto e com o assunto abordado que deixamos passar falhas que seriam corrigidas com uma revisão rápida. Às vezes são erros bobos de digitação, às vezes são outros erros grosseiros de ortografia e gramática que passam despercebidos.

Por isso, antes de postar nas redes sociais ou em um blog, antes de enviar para jornalistas ou pra uma banca, antes de dar o destino para o qual seu texto nasceu, revise-o.

Revisado? Ótimo. Agora bote seu texto para andar. Em tempos de autoprodução, muitos de nós também têm de lançar mão de marketing pessoal para fazer nosso conteúdo chegar ao público a que se destina.


Resumo dos passos para criar o texto

Agora vamos revisar os passos para criar o texto. Parece muita coisa porque o passo a passo está estruturado, mas você vai aplicar e ver que fazer isso traz mais agilidade.

  • Entender você mesmo (ou sua empresa);
  • Entender seu público;
  • Definir seu objetivo;
  • Definir tema/assunto;
  • Buscar referências e informações de fontes confiáveis;
  • Definir pontos indispensáveis;
  • Detalhar, em tópicos, cada ponto indispensável;
  • Fazer o primeiro rascunho a partir do desenvolvimento dos tópicos;
  • Escrever a versão final;
  • Revisar, reler, refazer;
  • Formatar;
  • Enviar para alguém;
  • Ajustar, se necessário;
  • Publicar/enviar.

Lembre-se!

  • Só o treino melhora a qualidade do resultado;
  • Você encontrará seu estilo;
  • Se sentir necessidade, contrate profissionais para auxiliá-lo. Não estou mais nesse mercado, mas posso indicar ótimos redatores.

Até mais e continue escrevendo!

Ajudamos pessoas e empresas a contarem suas histórias com consultoria de bases de comunicação, treinamentos de comunicação e escrita e escrita estratégica para textos para sites, apresentações, mensagens específicas e outros materiais corporativos.

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